sábado, 18 de maio de 2013

Porque alguns projetos falham....

Para eu lembrar no futuro.

Clientes compram resultados e não esforços.

Você já teve uma experiências desagradável  de não entregar um projeto por questões éticas para um cliente?
Fiquei conversando com um amigo que na Informática nos ainda não temos um conselho regulador como CRM, CRP ou algo assim onde poderíamos de uma forma centralizada consultar e expor ao clientes os limites do que poderia ser feito com cada tecnologia, o que é uma concorrência correta o que é plágio ou desleal.

Um "amigo" me pediu para simplesmente copiar código de uma empresa que fazia emissão de nota fiscal, copiar as especificações de assinaturas de métodos e criar seu próprio produto. Como se isto fosse a coisa mais fácil e correta  a ser feita.

Entendi que a escolha dele era baseada num líder interno muito ingênuo, que provavelmente não via as implicações legais de tal ato.

Decidi não obedecer o ato, e num trabalho de free-lancer escolhi uma solução OpenSource para fazer a devida customização.

Entrei em contato com o desenvolvedor e mesmo não precisando, pedi oficialmente uma descrição do que podia ou não fazer o fonte e se caso tivesse algum lucro, iria gentilmente até fazer uma doação generosa. Contribuindo com melhorias, e divulgando o projeto.

Ao entrar o projeto para o cliente, envia a primeira versão do código open source para que o mesmo pudesse se preparar e deixar o ambiente configurado.

O mesmo achou a i´deia de usar o opensource sensacional viu os benefícios da utilização de código livre, contribuindo para a própria comunidade e claro, ganhou um código muito melhor, testado e de qualidade.

Claro que sou um excelente arquiteto/desenvolvedor, mas a qualidade de códigos open source é inquestionável na maioria dos casos, pois além de muitos olhos, são praticamente obras de arte.

Tudo corria bem...

Até no final descobrir, que mesmo com todos os benefícios o cliente optou por fazer o errado.

Neste caso não teve jeito, plágio é plágio e desisti do projeto.

Devolvi o dinheiro, amarguei um prejuízo, mas ética é ética.

Bom mesmo sem conselhos regulatórios, a área tem bons profissionais.

O problema que o Business não entende os limites dos software.

Começo a me questionar sobre algumas coisas, o erro não está nas licença de software, mas sim nos seres humanos.

Deixa para lá, tenho certeza que para mim valeu a lição.

Fica um conselho.... Senhores determinem o escopo de seus projetos bem feito, façam a análise porque nem sempre o cliente é a ovelhinha branca.

;-)

Linus, deveria ser igual ao Dilbert... mas não sou.. :-)
Postar um comentário